Batedora de crachá

batedora-cracha

Sou mesmo. Batedora de crachá.

Amo ter horário pra ir embora. Amo ter que fazer no mínimo uma hora de almoço. Ter plano de saúde, odonto. Trinta dias de férias/ano. Não ganho bem, só o suficiente. Quem sabe se tivesse um filho já não seria tão suficiente assim, mas seria obrigada a tirar 6 meses e absorver o impacto biológico. Hoje não tenho tanto interesse em começar um negócio. Falta a coragem. A coragem de assumir o risco e dar a cara a tapa.

Não sou funcionária publica, não tenho estabilidade, mas se fosse dona do meu negócio não teria também.

Conheço alguns empreendedores a algum tempo. Conheço empresários que não tem tempo pra nada, nada mesmo. Eu tenho um apê pequeno e gosto dele. Tem empresários que conheço que tem grandes casas, mas não tem tempo nem pra escolher um painel pra por a TV da sala. Que fazem anos que não podem tirar uma semana de férias. Que trabalham de domingo a domingo e chegam em casa tão cansados que só dormem.

Acredito que isso varia muito de pessoa pra pessoa e de tipo de negócio pra tipo de negócio. Mas na minha visão, das coisas que conheço pessoalmente, ter um negócio próprio e ter qualidade de vida é um ponto alto e difícil de se conquistar.

Vejo muita gente falando de ter seu próprio negócio, mas não é tão fácil. O negócio é suado. Dificilmente você vai começar trabalhando de segunda a sexta, até as 18h. Não estou falando que ter uma empresa é horrível. Estamos falando sobre planejamento. Para um bom planejamento você tem que ser realista! Rapadura é doce mas não é mole não. Se planeje bem, pesquise muito. Faça todas as contas. Não queira abraçar o mundo de uma vez só.

Admiro muito as empresas que visam a qualidade de vida de seus funcionários. Admiro mais ainda o empresário que consegue controlar a sua empresa bem e ainda assim ter a sua própria qualidade de vida. Isso sim é ter sucesso.

Compartilhe esse post: